Litoral do Paraná passa a integrar rede latino-americana de desenvolvimento econômico

Litoral do Paraná passa a integrar rede latino-americana de desenvolvimento econômico

O Litoral do Paraná conquistou um importante reconhecimento internacional. A partir de agora a região para a integrar o Mapa Interativo de Iniciativas Clúster e de Articulação Produtiva da América Latina e do Caribe, plataforma desenvolvida com apoio da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) e do Ministério Federal Alemão da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento (BMZ). A inclusão coloca a região no mesmo ambiente estratégico que reúne mais de 258 iniciativas já georreferenciadas em toda a América Latina e o Caribe. 

“Mais do que um reconhecimento, estar nesse mapa significa que o Litoral do Paraná passa a ser visto como um território que trata o turismo como ferramenta de desenvolvimento econômico, e não apenas como lazer. É a confirmação de que o caminho que construímos, de planejamento e articulação entre os municípios, tem valor reconhecido fora do Brasil”, afirma Patrícia Assis, diretora executiva da Adetur Litoral – Agência de Desenvolvimento Cultural e do Turismo Sustentável do Litoral do Paraná.

Um trabalho de mobilização e articulação

A inserção do território teve origem no trabalho de articulação de Patrícia Assis, que também preside o Comitê Territorial de Desenvolvimento do Litoral. Foi ela quem iniciou o diálogo com a CEPAL e promoveu a aproximação da região com uma das redes latino-americanas mais relevantes voltadas ao desenvolvimento territorial.

A partir dessa mobilização, além da Adetur Litoral, também passaram a integrar a iniciativa as Instâncias de Governança Regionais (IGRs) Adetur Riquezas do Oeste e Caminho das Águas.

O que é a plataforma e por que ela importa

O Mapa Interativo de Iniciativas Clúster e de Articulação Produtiva da América Latina e do Caribe foi lançado em dezembro de 2023 e busca dar visibilidade a trabalhos de articulação produtiva regionais, fortalecer a cooperação entre elas e ampliar sua contribuição para o desenvolvimento econômico dos países. Além do mapa, a plataforma reúne publicações, eventos, cursos de formação e troca de experiências entre gestores de diferentes territórios.

Para o Litoral paranaense, fazer parte desse ambiente abre portas concretas. A plataforma permite acesso a metodologias de trabalho, encontros entre territórios de diferentes países e a possibilidade de projetos conjuntos em áreas como acesso a mercados, inovação e integração produtiva.

Turismo como motor da economia regional

A entrada no mapa chega em um momento de força do turismo paranaense. O Estado encerrou 2025 com 1.064.416 turistas internacionais, um crescimento de 16,7% em relação a 2024, consolidando-se como um dos principais portões de entrada do Brasil para visitantes estrangeiros.

No conjunto dos atrativos, o Paraná recebeu 10.788.456 visitantes entre janeiro e novembro de 2025, um crescimento de 19% em comparação com o mesmo período de 2024. O setor também gerou empregos: o Estado registrou saldo positivo de 7.830 empregos com carteira assinada no turismo até novembro de 2025. 

O que muda para a região

Para Patrícia Assis, a presença no mapa internacional reforça uma mudança de mentalidade que já vinha sendo construída. A região foi oficializada como Território Turístico em agosto de 2025, reunindo os sete municípios litorâneos: Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná.

“Quando trabalhamos juntos, os sete municípios deixam de competir entre si e passam a se complementar. Um turista que vem pela praia também conhece a gastronomia, a história, a natureza. Esse olhar integrado é o que transforma o turismo em emprego, renda e desenvolvimento para quem vive aqui”, explica Patrícia.

Ela destaca ainda que o reconhecimento internacional ajuda a atrair investimentos e parcerias. “A visibilidade que a plataforma da CEPAL oferece nos coloca no radar de instituições e investidores que buscam territórios organizados e com planejamento. Isso fortalece nossa capacidade de captar recursos e de construir projetos que beneficiam diretamente as comunidades locais”, afirma.

A diretora executiva reforça que o trabalho está apenas começando. “Entrar no mapa é um ponto de partida, não de chegada. Agora temos a responsabilidade de mostrar resultados, de trocar experiências com outros territórios da América Latina e de fazer do Litoral do Paraná uma referência em turismo sustentável e desenvolvimento territorial.”

O Diário do Paraná

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