Nova regra da merenda escolar exige mudança estrutural nas escolas
Regra que destina 85% dos recursos a alimentos in natura ou minimamente processados pressiona redes de ensino e impulsiona mercado de soluções saudáveis
Uma nova resolução do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em vigor desde fevereiro deste ano, marca um avanço importante na política de alimentação escolar no Brasil — e deve provocar mudanças relevantes em toda a cadeia de fornecimento. A resolução nº 4/2026 determina que, no mínimo, 85% dos recursos federais destinados à merenda sejam utilizados na compra de alimentos in natura ou minimamente processados.
Na prática, a medida reforça diretrizes que já vinham sendo estimuladas por políticas públicas anteriores, como o Guia Alimentar para a População Brasileira, mas agora com caráter mais rígido e obrigatório. A implementação ocorre de forma imediata para novos contratos e progressiva para redes que ainda precisam adequar processos de compra, logística e cardápio.
O impacto é direto: escolas, nutricionistas e gestores públicos passam a ter menos margem para incluir produtos ultraprocessados nas refeições, o que exige uma reestruturação tanto no planejamento alimentar quanto na escolha de fornecedores. Ao mesmo tempo, a nova regra cria oportunidades para empresas que já atuam com soluções mais naturais e alinhadas às exigências nutricionais, como a Merendô!, uma marca que foi desenvolvida pela Polpa Brasil exclusivamente para atender o poder público no fornecimento da merenda escolar.
“A Merendô! já nasceu com a expertise que a nova resolução e um dos produtos que oferece são barrinhas de frutas sem adição de açúcar, utilizadas como lanche saudável aos estudantes. Hoje a marca já atende 1,5 milhão de alunos em quatro estados brasileiros”, explica Andressa Meira, nutricionista da Merendô!.
Diálogo com o setor foi essencial
Chegar a essa condição de aderência às novas exigências não aconteceu por acaso. O desenvolvimento dos produtos da Merendô! partiu de uma escuta ativa com o ambiente escolar, especialmente com nutricionistas responsáveis pelos cardápios.
“O primeiro passo foi entender as necessidades reais das escolas. Como a Polpa Brasil já trabalhava com frutas desidratadas, surgiu a ideia de transformá-las em uma barrinha, ou seja, num snack sem adição de conservantes, aditivos químicos e açúcar”, explica Andressa.
Ainda assim, a transição não é simples. Muitas escolas continuam dependentes de produtos industrializados, principalmente por questões logísticas e de conservação, como o shelf life mais prolongado. Esse, inclusive, é um dos principais desafios na implementação da nova legislação.
Segundo a nutricionista, no entanto, a indústria já evoluiu o suficiente para oferecer alternativas viáveis. “Hoje existem tecnologias que garantem a conservação dos alimentos sem a necessidade de aditivos químicos, mantendo qualidade nutricional e prazo de validade adequado”, afirma.
Mais do que alimentação: papel educativo
Outro ponto importante da resolução nº 4/2026 é que ela não se limita à composição dos cardápios. A norma também fortalece o papel da escola na formação de hábitos alimentares, ao prever a inclusão da educação alimentar no currículo.
Isso significa que a merenda deixa de ser apenas uma refeição e passa a ser uma ferramenta pedagógica. Em um cenário em que o consumo de snacks cresce — dados da Euromonitor International apontam aumento de 17% no consumo de barrinhas de cereais e frutas —, o ambiente escolar se torna estratégico para influenciar escolhas mais saudáveis desde a infância.
“A forma como a criança aprende a se relacionar com a alimentação impacta diretamente seu desenvolvimento. Estamos falando de consciência alimentar, redução de desperdício, leitura de rótulos e até segurança alimentar”, destaca Andressa.
Um movimento sem volta
A resolução do FNDE sinaliza uma tendência mais ampla. A expectativa é que a legislação continue avançando no sentido de restringir ultraprocessados e incentivar padrões alimentares alinhados às recomendações de organismos internacionais, como a OMS.
“Vivemos uma realidade em que as doenças crônicas são cada vez mais presentes. Criar hábitos saudáveis no ambiente escolar é uma estratégia extremamente eficiente para mudar esse cenário no longo prazo”, afirma a nutricionista da Polpa Brasil.
Sobre a Merendô!
A Merendô! é uma marca brasileira de alimentos focada em soluções práticas e nutritivas para a alimentação escolar e o consumo cotidiano. Seu portfólio inclui barrinhas à base de frutas, sem adição de açúcares e sem conservantes, desenvolvidas para atender às demandas de instituições de ensino, famílias e gestores públicos. Alinhada às novas diretrizes da merenda escolar, a empresa investe em processos produtivos estruturados para garantir padronização, segurança alimentar e regularidade no fornecimento. A Merendô! atua em parceria com escolas, distribuidores e redes de alimentação, contribuindo para a promoção de hábitos alimentares mais equilibrados desde a infância e para a evolução da alimentação escolar no Brasil. O atendimento da marca envolve cerca de 1,5 milhão de estudantes das redes públicas de ensino do país nas esferas municipal, estadual e federal do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
