10 alimentos que os oncologistas evitam e por quê você também deveria repensar o consumo

10 alimentos que os oncologistas evitam e por quê você também deveria repensar o consumo

10 alimentos que os oncologistas evitam e por quê você também deveria repensar o consumo

Especialistas alertam para a relação entre dieta, inflamação e risco de câncer; hábitos simples podem reduzir significativamente as chances da doença

O que está no seu prato pode influenciar diretamente o risco de desenvolver câncer, e isso não é exagero. Estudos científicos vêm demonstrando que determinados alimentos, especialmente os ultraprocessados, estão associados ao aumento da incidência de diferentes tipos de tumores. No Brasil, onde o câncer já representa uma das principais causas de morte, a alimentação tem ganhado protagonismo nas estratégias de prevenção.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 30% dos casos de câncer poderiam ser evitados com mudanças no estilo de vida, incluindo alimentação saudável, prática de atividade física e controle do peso. Os médicos do Centro de Oncologia do Paraná (COP) reforçam a importância de olhar com mais atenção para o que se consome diariamente.

“Não existe um único alimento que cause câncer isoladamente, mas há padrões alimentares que aumentam o risco ao longo do tempo, principalmente aqueles ricos em substâncias inflamatórias, conservantes químicos e compostos potencialmente carcinogênicos”, explica o oncologista do COP, Antônio Brunetto

A seguir, Brunetto destaca 10 alimentos cujo consumo deve ser moderado ou evitado:

Carnes processadas (como salsicha, linguiça, bacon e presunto)
Classificadas como cancerígenas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estão associadas principalmente ao câncer colorretal. Um relatório da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC) aponta que o consumo diário de 50g desses produtos aumenta em cerca de 18% o risco desse tipo de tumor.

Carnes vermelhas em excesso
O consumo frequente e em grandes quantidades pode estar relacionado ao aumento do risco de câncer colorretal, segundo a IARC. O problema está na formação de compostos como aminas heterocíclicas durante o preparo em altas temperaturas.

Alimentos ultraprocessados
Produtos industrializados ricos em aditivos, corantes, conservantes e gorduras trans têm sido associados a maior risco de câncer. Um estudo publicado no BMJ mostrou que um aumento de 10% no consumo de ultraprocessados está relacionado a um aumento de mais de 10% no risco de câncer.

Bebidas açucaradas
O alto consumo de açúcar está ligado à obesidade, que por sua vez é fator de risco para pelo menos 13 tipos de câncer, segundo o INCA e a Organização Mundial da Saúde.

Álcool
O consumo de bebidas alcoólicas está diretamente associado ao risco de diversos tipos de câncer, incluindo mama, fígado, esôfago e intestino. Segundo a OMS, não existe nível seguro para consumo quando o assunto é câncer.

Alimentos com alto teor de sal
O consumo excessivo de sal está relacionado ao aumento do risco de câncer gástrico, conforme apontam estudos do World Cancer Research Fund (WCRF).

Alimentos defumados
Podem conter substâncias carcinogênicas, como hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, formados durante o processo de defumação.

Refrigerantes e bebidas artificiais
Além do açúcar ou aspartame, muitos contêm aditivos químicos que, em consumo frequente, podem contribuir para processos inflamatórios no organismo.

Alimentos ricos em gordura trans
As gorduras trans estão associadas a processos inflamatórios no organismo e ao aumento do risco de diversas doenças crônicas, incluindo câncer. Estudos apontam que dietas ricas em gordura trans podem favorecer alterações celulares e resistência à insulina, criando um ambiente propício para o desenvolvimento tumoral.

Adoçantes artificiais
Muito utilizados como alternativa ao açúcar, os adoçantes artificiais vêm sendo alvo de discussões recentes na comunidade científica. Em 2023, a Organização Mundial da Saúde classificou o aspartame como “possivelmente carcinogênico para humanos”.

Além da alimentação, outro fator essencial na prevenção do câncer é a prática de atividade física. Um estudo publicado no Journal of Clinical Oncology aponta que a realização de pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana já está associada à redução significativa do risco de diversos tipos de câncer, incluindo mama e cólon. A recomendação também é reforçada pela Organização Mundial da Saúde.

“Quando falamos em prevenção do câncer, estamos falando de um conjunto de hábitos: alimentação equilibrada, atividade física regular e controle do peso corporal são pilares fundamentais. Pequenas mudanças no dia a dia podem gerar um impacto enorme no longo prazo”, reforça o oncologista do COP.

Mais do que cortar alimentos específicos, a recomendação da especialista é adotar um padrão alimentar baseado em comida de verdade, com maior consumo de frutas, verduras, legumes, grãos integrais e menos produtos industrializados.

Mirella Pasqual

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *