Brasil projeta R$ 96 bilhões em investimentos portuários

Brasil projeta R$ 96 bilhões em investimentos portuários

O Brasil projeta investimentos superiores a R$ 96 bilhões em infraestrutura portuária até 2030, impulsionados pelo crescimento do agronegócio e pela necessidade de ampliar o escoamento de minerais e produtos industriais.

Dentro desse cenário, a Cedro Participações recebeu Licença Ambiental Integrada do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para iniciar a construção do Porto do Meio, no Porto de Itaguaí (RJ), com investimento estimado em R$ 3,6 bilhões e capacidade inicial de movimentar 15 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

O plano estratégico do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) combina leilões de arrendamento, obras de dragagem, melhorias de acessibilidade e novas concessões. A meta é viabilizar mais de R$ 30 bilhões em contratos de arrendamento por meio da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e de leilões federais.

Além da licença portuária, a Cedro Participações obteve aprovação do Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam) para ampliar a mina em Mariana, Minas Gerais, investimento que deve alcançar R$ 3,5 bilhões (ampliar a mina da Cedro em Mariana). A área do terminal, denominada ITG02, foi arrematada em leilão federal em dezembro de 2024 e o contrato de arrendamento de 35 anos foi firmado em fevereiro de 2025.

Com cerca de 350 mil metros quadrados, o Porto do Meio será construído entre os terminais da Vale e da CSN, incluindo berço de atracação, pátio de estocagem e conexão ferroviária à malha da MRS Logística. O projeto prevê três anos de obras em quatro frentes — civis, dragagem, equipamentos e montagem eletromecânica — e deve gerar aproximadamente 3 mil empregos diretos e indiretos no pico da construção, além de arrecadar R$ 1,2 bilhão em ISS para os municípios vizinhos ao longo da concessão.

Segundo José Carlos Martins, presidente do Conselho de Administração da Cedro Participações, a combinação entre a expansão da capacidade exportadora de commodities agrícolas e minerais e as concessões do setor público coloca o Brasil em posição estratégica para aumentar a competitividade do comércio exterior nos próximos anos.

DINO