Empresa paranaense apresenta tecnologia de gestão turística na maior feira do setor na América Latina
Com sede no Paraná, a Soft Tur participa da 53ª edição da ABAV Expo, realizada de 30 de setembro a 2 de outubro no Expo Center Norte, na capital paulista. A empresa de tecnologia voltada à gestão de negócios turísticos apresenta ao mercado a versão de sua plataforma já ajustada às novas regras de impostos, que passam a valer a partir de 2027. O objetivo é mostrar como a ferramenta pode reduzir riscos fiscais e dar mais controle a quem lida com grandes volumes de reservas, transfers e passeios.
“A reforma tributária é hoje a principal preocupação das empresas médias e grandes do turismo. Não basta emitir a nota com os novos impostos. É preciso saber exatamente de onde vem cada receita e para onde vai cada despesa, reserva por reserva. Nosso sistema já está preparado para isso”, afirma Giliardi de Oliveira, diretor-geral e fundador da Soft Tur.
Considerada a maior feira de turismo da América Latina e o principal encontro de agentes de viagens e profissionais do setor no Brasil, a ABAV Expo voltou a São Paulo depois de sete anos. Organizado pela ABAV Nacional (Associação Brasileira de Agências de Viagens), o evento reúne mais de 2 mil marcas expositoras e tem expectativa de receber acima de 40 mil visitantes.
É nesse ambiente que a empresa paranaense mostra uma solução criada para receptivos, DMCs (Destination Management Companies, empresas que organizam os serviços turísticos no destino), trens turísticos, parques, atrativos e destinos turísticos.
A reforma cria dois novos tributos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de estados e municípios, e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), federal. Eles vão substituir aos poucos impostos como PIS, Cofins, ICMS e ISS. Em 2026, as empresas já precisam informar nas notas fiscais alíquotas (percentuais do imposto) de teste de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. Em 2027, a CBS passa a ser cobrada de fato, e a transição completa segue até 2033.
Para o turismo, a lei prevê um regime específico, com redução de 40% nas alíquotas para hotelaria, parques de diversão e temáticos e agências de turismo. O benefício, porém, exige organização.
No caso das agências que atuam como intermediárias, por exemplo, o imposto incide apenas sobre a receita própria, e os valores repassados a hotéis, receptivos e outros fornecedores ficam de fora do cálculo. Sem separar corretamente essas informações, a empresa corre o risco de pagar mais do que deve ou de ter problemas com o fisco.
Inteligência artificial no dia a dia da operação
Além da adequação fiscal, a Soft Tur leva à feira os recursos de inteligência artificial e automação que vem incorporando ao sistema desde o lançamento do seu Agente de IA, em 2025. Entre as funções estão a conciliação bancária automática, que confere se os pagamentos recebidos batem com o extrato do banco, a conferência de faturas, os lançamentos financeiros e a leitura automática de e-mails para registrar reservas sem digitação manual. No evento, a empresa também demonstra o copiloto, um assistente de inteligência artificial integrado à plataforma.
“A tecnologia chega para tirar do caminho as tarefas repetitivas e reduzir falhas. Quem continua fazendo a diferença é o profissional de turismo, que ganha tempo para atender melhor e vender mais”, diz Giliardi.
O sistema também se conecta a parceiros comerciais, empresas de transporte e guias, além de controlar a ocupação dos passeios. Para parques e atrações, oferece emissão de bilhetes e vouchers, controle de catracas, leitura de ingressos e gestão de operações de city tour.
Operação em grande escala
Atualmente, a Soft Tur atende mais de 100 clientes em todo o país, com foco em receptivos e destinos turísticos, segmentos que concentram a maior complexidade logística da cadeia de viagens. A plataforma reúne controle de reservas, escalas de veículos, atendimento a grupos, finanças e fluxo de informações, funções essenciais para empresas que chegam a transportar mais de 1,2 mil pessoas por dia.
Os números de 2026 mostram a dimensão da operação. Até setembro, o sistema registrou 3,3 milhões de passageiros atendidos e mais de 550 mil reservas processadas. No financeiro, os clientes movimentaram cerca de R$ 60 milhões em pagamentos feitos por links online e aproximadamente R$ 30 milhões via Pix, tudo dentro da plataforma.
“A maioria das agências começa no Excel. Quando o volume cresce, vem o descontrole, e o risco de esquecer um serviço ou perder uma reserva é grande. Com a reforma tributária, esse risco fica ainda maior”, completa o fundador.
Fundada em 2008 e sediada no Paraná, a Soft Tur nasceu para estruturar a gestão de um receptivo turístico que precisava reunir vendas, operação e finanças em uma única plataforma. Hoje, com clientes em diversas regiões do Brasil, a empresa se posiciona como uma das mais especializadas em tecnologia para gestão de turismo no país e tem como prioridade ampliar implantações e integrações.
