Óleo mais barato pode sair caro para quem trabalha com moto
Na rotina de um motoboy, a quilometragem pode se acumular rapidamente. Uma moto que percorra 200 quilômetros por dia, durante seis dias, chegará a 1.200 quilômetros em uma semana. Dependendo do modelo e do plano de manutenção, essa intensidade de uso pode fazer com que a troca de óleo seja necessária semanalmente. Não há, porém, um prazo semanal válido para todas as motos: a referência deve ser sempre o manual do fabricante.
“Escolher o produto apenas pelo menor preço pode sair caro: um item que não atende a essas exigências perde a capacidade de proteção mais cedo, pede trocas mais frequentes e acelera o desgaste das peças. A longo prazo, esses danos ao motor podem reduzir a vida útil do veículo”, explica Luiz.
O especialista alerta também que circular com o nível de óleo abaixo do indicado, usar um produto incompatível ou ultrapassar repetidamente o intervalo de troca pode aumentar o desgaste de componentes e contribuir para danos ao motor.
“Quem usa a moto para trabalhar precisa olhar para a quilometragem, não apenas para o calendário. Em uma semana de entregas, o veículo pode rodar o equivalente a várias semanas de uso comum. O intervalo de troca e a especificação do óleo devem seguir o manual de cada modelo”, explica.
Para organizar a manutenção, o motociclista pode anotar a quilometragem percorrida por semana, registrar cada troca e verificar regularmente o nível do óleo conforme as instruções do fabricante. Assim, a decisão deixa de se apoiar apenas no preço imediato e passa a considerar o custo de manter a moto rodando.
E para quem depende da moto para trabalhar, o preço do óleo é apenas uma parte da conta. “Para o entregador, uma falha no motor pode trazer o custo do conserto e os dias em que a moto fica parada. A manutenção feita no prazo ajuda a proteger o veículo, a segurança e a continuidade do trabalho”, completa.
