Consorciados aproximam-se dos 14 milhões ao crescerem 14,2%

Consorciados aproximam-se dos 14 milhões ao crescerem 14,2%

O sistema de consórcios está próximo de atingir a marca inédita de 14 milhões de cotistas ativos. Ao registrar crescimento de 14,2% em setembro, quando alcançou 13,93 milhões, sobre os 12,20 milhões do mesmo mês do ano passado, a modalidade anotou também fortes avanços nas adesões e nos créditos comercializados, de acordo com o levantamento feito pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) junto à maioria de seus associados.

Importante destacar que, nos últimos dez anos, o atual volume alcançado de participantes apontou crescimento de 102,8% sobre os 6,81 milhões anotados em setembro de 2017.

Ao chegar a este total histórico no nono mês do ano, verificaram-se 69,7% de crescimento sobre os 8,21 milhões anotados desde janeiro de 2022. Nestes quase cinco anos, foram obtidos 56 recordes consecutivos, com exceção de abril de 2023.

De janeiro a setembro, o sistema de consórcios acumulou R$ 454,13 bilhões em negócios realizados, também recorde para o período, com 23,7% acima dos R$ 367,23 bilhões obtidos nos mesmos meses do ano passado, creditados à confiança e à credibilidade demonstradas pelo brasileiro no mecanismo.

Nos nove meses, como gerador dos créditos comercializados, houve venda de 4,37 milhões de cotas, 14,1% acima dos 3,83 milhões atingidos no ano passado, assinalando mais um total inédito da modalidade nos últimos dez anos.

"A continuidade do ritmo de negócios ao longo dos anos ratifica a maturidade do consumidor brasileiro que, ao gerir as finanças com base na educação financeira, disciplina e equilibra o orçamento mensal pessoal ou familiar", aponta Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC.

O total de consorciados contemplados no período, que de posse dos créditos concedidos poderão adquirir seus bens e serviços, superou 1,33 milhão, com crescimento de 1,4% acima do 1,31 milhão daqueles mesmos meses de 2025.

Por decorrência, a liberação de créditos concedidos totalizou R$ 97,83 bilhões, potencialmente injetados nos mercados setoriais internos, com alta de 8,0% sobre os R$ 90,55 bilhões anteriores. O tíquete médio de setembro marcou R$ 116,76 mil, ao avançar 10,7% sobre o do mesmo mês de 2025, quando atingiu R$ 105,52 mil.

"Faltando poucos meses para o final do ano, o sistema de consórcios sustentou o comportamento crescente demonstrado mês após mês durante os nove transcorridos. Mais uma vez, a performance conquistada comprovou o conhecimento do brasileiro sobre a essência da educação financeira, em especial na gerência de suas finanças pessoais", destaca Rossi.

"Mesmo com as oscilações da inflação — deflação em julho e alta em setembro —, com a desaceleração da economia ou ainda possíveis influências climáticas, o cidadão tem levado a sério sua capacidade em assumir novos compromissos conservando equilibrado seu orçamento. Sem esquecer do alto endividamento das famílias, 81,7% em setembro, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgados pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), é importante lembrar que o consórcio tem sua base na renda pessoal, devendo seguir em alta, inclusive pelo baixo índice de desemprego, 5,4%, apontado em julho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)", completa o presidente executivo da ABAC.

Detalhes dos indicadores

Vendas de cotas

De janeiro a setembro, o destaque foi novamente o recorde mensal das adesões gerais verificado nos últimos dez anos. O total de 552,69 mil, batido em setembro, foi 13,8% acima da média mensal do ano de comercializações que está em 485,78 mil.

No acumulado das adesões, 4,37 milhões de cotas, a distribuição por setor ficou assim: 1,54 milhão em veículos leves; 1,33 milhão em imóveis; 1,17 milhão em motocicletas; 139,27 mil em eletroeletrônicos; 139,12 mil em veículos pesados e 50,31 mil em serviços.

Contemplações

Os consorciados contemplados por setor, somados no período, estiveram assim distribuídos: 572,78 mil em veículos leves; 504,46 mil em motocicletas; 125,21 mil em imóveis; 69,58 mil em veículos pesados; 30,89 mil em serviços; e 28,97 mil em eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.

Participantes ativos

A presença dos consorciados ativos em cada setor em que o consórcio está presente estava dividida em: 41,1% nos veículos leves; 25,1% nos imóveis; 24,0% nas motocicletas; 6,9% nos veículos pesados; 1,9% nos eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 1,0% nos serviços.

Em cada setor, dos 13,93 milhões de ativos, a divisão ficou assim: 5,72 milhões em veículos leves; 3,49 milhões em imóveis; 3,35 milhões em motocicletas; 957,20 mil em veículos pesados; 269,82 mil em eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 147,51 mil em serviços.

A importância dos consócios na cadeia produtiva

No setor dos veículos leves, de janeiro a setembro, a potencial presença foi de um a cada quatro veículos leves vendidos no país. Ao participar da programação da produção industrial em diversos segmentos nos quais está presente, como no setor de motocicletas, por exemplo, o mecanismo também evoluiu. Nos nove meses de 2026, as contemplações possibilitaram a potencial aquisição de uma moto a cada três comercializadas no mercado interno.

Entre os veículos pesados, a modalidade sinalizou um a cada quatro caminhões negociados para ampliação ou renovação de frotas para o setor de transportes, com destaque especial para utilização no agronegócio.

No resumo dos nove meses de contemplações, os consórcios de veículos automotores liberaram mais de R$ 70,93 bilhões. O mecanismo atingiu 26,6% de possível presença no setor de automóveis, utilitários e camionetas. No de motocicletas, houve 28,3% de provável participação, e no de veículos pesados, a relação somente para caminhões foi de 26,6%, no período.

No segmento imobiliário, de janeiro a agosto, as contemplações representaram potenciais 22,3% de participação no total de 494,67 mil imóveis financiados, incluindo recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e dos consórcios, potencialmente um imóvel a cada cinco comercializados.

DINO