Eleições 2026 causa impacto no setor gráfico
Com mais de 158 milhões de brasileiros aptos a votar, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as Eleições 2026 devem movimentar muito mais do que partidos e candidatos. O período eleitoral também mobiliza alguns setores da economia, entre eles a indústria gráfica, responsável pela produção de materiais utilizados durante as campanhas.
Embora a propaganda eleitoral seja permitida apenas a partir de 16 de agosto, a preparação das empresas do setor começa com muitos meses de antecedência. Isso porque, em poucos dias, diversos candidatos irão disputar espaços nas ruas e vão precisar produzir materiais de divulgação como santinhos, colinhas, bandeiras e outros itens de comunicação em grandes volumes e com prazos reduzidos.
No dia 4 de outubro, os eleitores irão escolher o Presidente da República, governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais e distritais, cenário que amplia significativamente a procura por materiais gráficos.
Para atender à alta demanda concentrada em poucas semanas, gráficas especializadas iniciam seu planejamento ainda no primeiro semestre do ano e, em alguns casos, com quase um ano de antecedência. Nesse período, são realizadas projeções de produção, negociações com fornecedores, além do reforço dos estoques de matéria-prima, manutenção preventiva dos equipamentos e preparação das equipes que atuarão durante o período eleitoral.
"Na FuturaIM investimos continuamente em tecnologia, equipamentos e estoque de matéria-prima com até um ano de antecedência. Nosso objetivo é que o candidato tenha apenas uma preocupação: fazer sua campanha. Da produção dos santinhos às colinhas eleitorais, dos adesivos aos wind banners, nossa responsabilidade é garantir qualidade e pontualidade", comenta Willington Bekmer, CEO da FuturaIM.
Na FuturaIM, a preparação para as eleições faz parte da rotina há mais de duas décadas. A empresa iniciou sua atuação no segmento eleitoral em 2002, quando produziu materiais para uma campanha à Assembleia Legislativa. Na época, a estrutura era bastante diferente da atual. Os produtos eram impressos em uma máquina monocolor, exigindo que cada folha passasse diversas vezes pelo equipamento para receber todas as cores da arte.
Desde então, a empresa acompanhou a evolução das campanhas eleitorais e ampliou continuamente sua capacidade produtiva. Hoje, conta com um parque gráfico com mais de 20 mil metros quadrados e uma operação pronta para atender campanhas em diferentes regiões do país.
Mesmo com o crescimento das campanhas digitais, segundo levantamento do Grupo de Pesquisa em Comunicação Política (COMP) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), os materiais impressos seguem desempenhando um papel importante na comunicação eleitoral. Santinhos, colinhas, adesivos, bandeiras e wind banners continuam sendo recursos frequentemente utilizados para ampliar a presença dos candidatos nas ruas, fortalecer a identidade visual das campanhas e facilitar o acesso dos eleitores às informações sobre seus candidatos.
Além da produção em larga escala, as campanhas atuais também demandam materiais personalizados, segmentados por região e público, exigindo ainda mais flexibilidade das gráficas especializadas.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (ABIGRAF), nas eleições de 2024 (municipais), empresas que produziram impressos de campanha tiveram um aumento de 20% no faturamento, em comparação com um período normal. Com esse cenário, a expectativa é que este ano haja um crescimento significativo, pelo fato de as eleições serem nacionais.
"As eleições de 2026 representam mais um grande desafio e, ao mesmo tempo, mais uma oportunidade de superação. Nosso objetivo é realizar a maior operação eleitoral da história da FuturaIM, mantendo o compromisso que construímos ao longo de mais de duas décadas: entregar qualidade, velocidade e confiança para cada candidato que deposita em nós a responsabilidade de levar sua mensagem aos eleitores", finaliza Willington.
