Ansiedade e claustrofobia podem fazer paciente interromper ou até inviabilizar exames; sedação é alternativa em casos selecionados
Recurso pode ser utilizado em exames como ressonância magnética, endoscopia e colonoscopia, conforme o procedimento e as condições de cada paciente
Entrar em um aparelho fechado, permanecer imóvel ou lidar com desconforto durante um procedimento pode ser um desafio para alguns pacientes. Em situações específicas, a ansiedade, a claustrofobia e outras dificuldades podem até impedir a realização de exames.
Um estudo publicado em 2024 na revista Radiography, que avaliou a experiência de 118 adultos em diferentes tipos de equipamentos de ressonância magnética, identificou que 58,3% dos participantes com experiência em aparelhos convencionais fechados relataram episódios de claustrofobia. Nos equipamentos abertos verticais, o índice foi de 18,4%. A interrupção do exame também foi mais frequente nas experiências com os equipamentos fechados: 31% contra 5,3%.
Os dados se referem ao grupo avaliado na pesquisa, mas ajudam a demonstrar como fatores como ansiedade e claustrofobia podem interferir na realização do procedimento.
Em situações específicas, a sedação pode ser utilizada para reduzir a ansiedade e o desconforto e permitir que o exame seja realizado com segurança. A indicação, porém, depende do procedimento e das condições de cada paciente.
“Na ressonância, o paciente precisa ficar imóvel durante a aquisição das imagens. Quando há movimentação, as imagens podem apresentar artefatos e perder qualidade, o que pode exigir novas sequências ou até a repetição do exame”, explica o dr. Bruno Pedrazzani, médico da clínica de imagem CEDIP.
A necessidade de sedação varia de acordo com o exame e as condições de cada paciente. Segundo o dr. Bruno Pedrazzani, a indicação deve ser avaliada individualmente.
“A indicação é individual. Primeiro avaliamos o motivo pelo qual aquele paciente não consegue realizar o exame e quais são as condições clínicas. A sedação é considerada quando essas dificuldades realmente comprometem a realização do procedimento”, afirma Pedrazzani.
Segurança exige avaliação e estrutura adequada
A sedação pode ocorrer em diferentes níveis e não significa necessariamente anestesia geral. A estratégia utilizada depende do tipo de exame e das condições clínicas de cada paciente.
Quando há indicação, o procedimento deve ser realizado com estrutura adequada e monitoramento. “A segurança vem antes da realização do exame. É necessário ter equipe preparada, equipamentos para monitorização e profissionais capazes de intervir caso ocorra alguma alteração durante o procedimento”, diz o médico.
No Paraná, a clínica de imagem CEDIP, oferece acompanhamento de equipe de anestesiologia em exames de imagem e procedimentos nos quais há indicação de suporte anestésico
A decisão pelo uso da sedação é tomada individualmente, após avaliação médica. Ansiedade, claustrofobia, desconforto e dificuldade de permanecer imóvel são alguns dos fatores considerados pela equipe na definição da estratégia mais adequada para cada paciente.
Sobre o Pilar Hospital
Com mais de 60 anos de tradição, o Pilar Hospital é reconhecido como referência na integração de tecnologia avançada e atendimento humanizado. Localizado no bairro Bom Retiro, em Curitiba, o hospital atende pacientes de todo o Paraná, oferecendo suporte essencial em diversas especialidades médicas. Sua estrutura robusta inclui 81 unidades de internação (enfermaria e apartamento) e 39 unidades de terapia intensiva e o Pilar Centro Médico, que realiza procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos de baixa complexidade, em regime de hospital dia, consolidando seu papel na qualidade e acesso à saúde para os paranaenses.
