Por que motoristas estão migrando do aplicativo urbano para o transporte corporativo

Por que motoristas estão migrando do aplicativo urbano para o transporte corporativo

Com jornadas extensas, redução nos ganhos e aumento da insegurança, profissionais encontram na mobilidade corporativa uma alternativa mais estável e previsível

A busca por mais previsibilidade financeira, segurança e melhores condições de trabalho tem levado cada vez mais motoristas de aplicativo a migrarem para o transporte corporativo. Com corridas programadas, atendimento voltado a empresas e operações estruturadas, o segmento vem se consolidando como alternativa para profissionais que desejam maior estabilidade na rotina. 

Nesse cenário, empresas especializadas em mobilidade corporativa ganham espaço ao oferecer soluções mais organizadas tanto para os motoristas quanto para os contratantes. A Autonomoz, por exemplo, conecta motoristas parceiros a empresas que precisam transportar equipes em locais, inclusive de difícil acesso, onde a oferta convencional de mobilidade é limitada. O modelo permite atender operações em diferentes turnos, com rotas programadas e suporte operacional contínuo.

O fundador e CEO da Autonomoz, Leandro Farias, explica parte dos motivos que justificam esta escolha por parte dos trabalhadores da área: “O motorista profissional quer volume de corridas, é isso que gera renda. No transporte corporativo, ele encontra atendimentos planejados, rotas com demanda mais consistente e um ambiente operacional mais seguro. É um modelo que ocupa melhor o tempo de quem dirige e entrega mais estabilidade no dia a dia”, conta. O movimento ocorre em um contexto de desafios enfrentados por parte dos motoristas de aplicativos no Brasil. Mais de uma década após a consolidação desse modelo de transporte no país, discussões sobre remuneração, segurança e condições de trabalho têm ganhado espaço entre profissionais do setor.

Dados do estudo “Plataformização e Precarização do Trabalho de Motoristas e Entregadores no Brasil”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indicam mudanças no perfil da atividade ao longo dos últimos anos. O levantamento aponta que o rendimento médio dos motoristas passou de R$3.100 entre 2012 e 2015 para R$2.400 em 2022. No mesmo período, também aumentou a proporção de trabalhadores com jornadas entre 49 e 60 horas semanais, de 21,8% para 27,3%. O rendimento médio dos motoristas passou de R$3.100 entre 2012 e 2015 para R$2.400 em 2022. No mesmo período, também aumentou a proporção de trabalhadores com jornadas entre 49 e 60 horas semanais, de 21,8% para 27,3%.

Segurança no transporte de colaboradores

Esse cenário tem impulsionado a procura por modelos de transporte mais estruturados, especialmente em operações voltadas ao deslocamento corporativo. A modalidade ganha espaço por oferecer rotas planejadas, identificação prévia de passageiros, monitoramento das viagens e maior organização dos deslocamentos. Para muitos motoristas, a migração representa não apenas uma troca de plataforma, mas uma mudança de qualidade de vida.

“A minha escolha pelo corporativo passa por vários fatores, principalmente a segurança, o retorno financeiro das corridas e o suporte que recebo no dia a dia. Assim consigo me organizar melhor, tenho corridas programadas e mais tranquilidade para trabalhar”, afirma Yara Ferreira, motorista parceira da Autonomoz na Baixada Santista. 
Além da previsibilidade operacional, empresas do setor têm investido em processos mais estruturados de suporte aos motoristas. Na Autonomoz, os parceiros recebem acompanhamento operacional e acesso a um fluxo organizado de viagens.

A empresa também mantém protocolos de segurança que incluem critérios de conservação da frota e uso de videotelemetria embarcada, tecnologia capaz de identificar sinais de fadiga, distração ao volante e excesso de velocidade. “As informações permitem entender o comportamento das viagens, corrigir padrões de risco e aprimorar continuamente os processos operacionais”, afirma Leandro Farias.

A Autonomoz ainda conta com um Centro de Segurança Operacional (CSO) 24 horas, responsável pelo acompanhamento das viagens e suporte às demandas das empresas contratantes. Com o aumento da demanda por deslocamentos corporativos e a busca por modelos de trabalho mais previsíveis, a tendência é de crescimento da mobilidade corporativa nos próximos anos, especialmente em operações que exigem maior controle logístico e segurança. 

Transporte corporativo para empresas sem frota própria

Esse movimento também acompanha uma mudança na forma como o deslocamento de colaboradores é organizado, especialmente em operações fora dos grandes centros urbanos. Com o aumento da demanda por transporte em regiões remotas, empresas dos setores de ferrovia, energia, mineração e agronegócio têm buscado alternativas ao modelo tradicional de frota própria.
Atualmente, Santos representa o maior mercado de atuação da Autonomoz, impulsionado principalmente pela demanda da Baixada Santista ligada aos setores portuário, logístico e industrial. O cenário acompanha o avanço da mobilidade corporativa em polos regionais estratégicos fora das capitais.

Segundo Farias, a proposta substitui a necessidade de manutenção de veículos próprios por uma rede distribuída de motoristas conectados digitalmente. “Nosso modelo reduz a ociosidade das frotas, amplia a governança da operação e permite um uso mais eficiente dos recursos”, explica Farias. 

Sobre a Autonomoz 

A Autonomoz é referência em mobilidade corporativa inteligente, segura e sustentável. Com oito anos de atuação, a empresa possui motoristas parceiros em 175 cidades de norte a sul do Brasil, realizando mais de 2,5 milhões de quilômetros por mês com segurança. Pioneira em inovação, a companhia digitalizou processos, implantou telemetria e vídeo telemetria embarcada em veículos de aplicativo e adota práticas de sustentabilidade que otimizam recursos e reduzem impactos ambientais. A segurança dos passageiros e motoristas faz parte da missão da empresa, que inclui em seus processos o estímulo à manutenção dos veículos, monitoramento de jornada e protocolos rigorosos de prevenção de acidentes. 

Com sede em Curitiba, a Autonomoz conecta motoristas parceiros às empresas e investe em pessoas e tecnologia para transformar vidas por meio da mobilidade.

Francielli Xavier

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