Sintelmark realiza mutirão do emprego para jovem aprendiz

Sintelmark realiza mutirão do emprego para jovem aprendiz

Um mutirão presencial para contratação de jovens aprendizes será realizado no Instituto Ser Mãe Solo, localizado na Rua Joviniano de Oliveira, 776, Vila Itaberaba, Brasilândia, em São Paulo. São oferecidas 300 vagas para empresas das regiões da Barra Funda, Centro, Lapa e arredores. A jornada de trabalho é de meio período, com seis horas diárias, e destinada a estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Médio, sem necessidade de experiência prévia. Os interessados devem comparecer ao local munidos de documentos e currículo para participar da seleção.

Segundo Luis Crem, presidente do Sindicato Paulista das Empresas de Contact Center (Sintelmark), o setor de telesserviços se diferencia por oferecer contratação direta, formação prática e geração imediata de renda, em contraste com iniciativas exclusivamente formativas.

Luis Crem destaca que o setor já cumpre, na prática, uma função que muitas políticas públicas ainda tentam estruturar. "O contact center é hoje um dos maiores programas de inclusão produtiva do país. Formamos, empregamos e desenvolvemos milhares de jovens todos os anos, com experiência real de trabalho e evolução de carreira", afirma.

O objetivo de estruturar o mutirão no Instituto Ser Mãe Solo é justamente oferecer oportunidade para filhos de mães solo conseguirem emprego para custear seus próprios estudos e ajudar na renda familiar. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (<a rel="follow" href="https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-especiais/23085-as-diferentes-configuracoes-das-familias-brasileiras.html">IBGE</a>) indicam que cerca de 13,4% dos lares brasileiros são chefiados por mães solo, o que equivale a 7,8 milhões de famílias.

Inclusão produtiva de jovens no contact center ganha força no Brasil e pressiona por modernização do Jovem Aprendiz

O setor de contact center se consolida como uma das principais portas de entrada para o primeiro emprego formal no Brasil — e os dados mais recentes reforçam esse protagonismo. Segundo o Censo Sintelmark 2024, 60,3% da força de trabalho do setor é composta por jovens da Geração Z, evidenciando o papel estrutural do segmento na inclusão produtiva.

Esse cenário dialoga com estatísticas nacionais que mostram o tamanho do desafio: de acordo com os dados da <a rel="follow" href="https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/desemprego-entre-jovens-de-18-a-24-anos-atinge-12-o-dobro-da-media-nacional,d24798d69452e0dff793527982178bdd5zo4mo5j.html">Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo IBGE</a>, a taxa de desocupação entre jovens de 18 a 24 anos chegou a 12% no segundo trimestre de 2025, o dobro da média nacional, que está em 5,6%.

De acordo com <a rel="follow" href="https://vocesa.abril.com.br/sociedade/quase-70-dos-jovens-brasileiros-desejam-empregos-formais-indica-pesquisa/">levantamento</a> da empresa de pesquisas Nexus, realizado em parceria com a Demà, organização especialista em aprendizagem, os jovens seguem sendo maioria entre os novos vínculos formais, mas ainda enfrentam alta rotatividade e dificuldade de permanência.

Formação com emprego e impacto social direto

O setor se caracteriza pela integração entre capacitação e empregabilidade imediata. Empresas mantêm programas contínuos de treinamento que incluem habilidades técnicas e competências socioemocionais, como comunicação, disciplina, resolução de problemas e relacionamento com o cliente.

Além disso, há incentivo crescente à continuidade dos estudos, com parcerias com instituições de ensino e políticas internas que estimulam a conciliação entre trabalho e educação. Para muitos jovens, trata-se não apenas do primeiro emprego, mas da possibilidade concreta de financiar sua formação acadêmica.

Jovem Aprendiz: necessidade de modernização do programa

O debate sobre inclusão produtiva também passa pela ampliação e modernização do programa Jovem Aprendiz, previsto na <a rel="follow" href="https://www.espro.org.br/lei-de-aprendizagem/">Lei da Aprendizagem</a>. Atualmente, a legislação determina cotas de contratação de aprendizes para empresas de médio e grande porte, sendo reconhecida como uma das principais políticas públicas de inserção juvenil no mercado de trabalho.

Nos últimos anos, o programa vem sendo ampliado e discutido em diferentes frentes — incluindo propostas de flexibilização de carga horária, atualização de trilhas formativas e maior aderência às demandas digitais. Dados do <a rel="follow" href="https://www.contadores.cnt.br/noticias/empresariais/2024/04/01/pais-emprega-mais-de-500-mil-jovens-aprendizes-mas-tem-capacidade-para-1-milhao">Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)</a> mostram que o Brasil possui cerca de 500 mil jovens aprendizes ativos, número ainda abaixo do potencial estimado de vagas.

Para o presidente do Sintelmark, o desafio agora é evoluir o modelo para reconhecer setores que já possuem alta capacidade de absorção e formação de jovens. "O modelo atual foi desenhado para estimular a inclusão onde ela não acontece naturalmente. No nosso caso, essa inclusão já é uma realidade consolidada. É preciso modernizar a política para equilibrar o sistema e ampliar ainda mais o impacto social", defende Crem.

Serviço:

Evento: Mutirão Jovem Aprendiz

Data: 23 de abril

Horário: das 9h às 16h

Local: Instituto Ser Mãe Solo

Endereço: Rua Joviniano de Oliveira, 776 – Vila Itaberaba, Brasilândia – São Paulo

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