Centros de Serviços Compartilhados ampliam papel estratégico

Centros de Serviços Compartilhados ampliam papel estratégico

Um levantamento do Instituto de Engenharia de Gestão (IEG), com base na plataforma Market Intelligence Application (MIA), indica que o formato de trabalho híbrido é predominante nos Centros de Serviços Compartilhados (CSCs) no Brasil, adotado por cerca de 74% das estruturas, enquanto 23% ainda operam de forma totalmente presencial e uma pequena parcela permanece integralmente remota.

No modelo de trabalho híbrido, a distribuição de dias presenciais se concentra em três dias de trabalho no escritório, adotados por 43% dos CSCs, seguidos por quatro dias em 24% dos casos e dois dias em 19%. Em 62% das estruturas, o modelo de trabalho é uniforme entre as áreas, enquanto 38% adotam formatos distintos, com maior presença física em funções operacionais e maior flexibilidade em atividades analíticas ou de suporte.

Pedro Moi, sócio e responsável pela MIA, avalia que os dados demonstram estabilidade na configuração de trabalho escolhida pelas empresas, especialmente se comparado a 2025. Para ele, isso reforça que o formato deixou de ser uma resposta conjuntural e se consolidou como uma escolha estratégica das organizações.

"Aproximadamente três em cada quatro CSCs operam no modelo híbrido. O que tem se diferenciado ao longo dos anos é o aumento gradual do número de dias presenciais exigidos, sinalizando uma valorização crescente da presença física nas operações", observa o especialista.

Para o executivo, o modelo híbrido tem favorecido a interação dos colaboradores tanto dentro de suas próprias equipes quanto com profissionais de outras áreas, facilitando a integração entre times e contribuindo para a disseminação da cultura organizacional, especialmente entre novos colaboradores em fase de adaptação.

Evolução e tendências

Pedro pontua que os CSCs no Brasil evoluíram significativamente nos últimos anos, especialmente em seu posicionamento dentro das organizações como estrutura e importância estratégica. "Cada vez mais, passam a assumir um papel de geração de valor ao negócio, seja por meio da otimização de processos já existentes, seja pela incorporação de estruturas e competências que impactam diretamente as áreas corporativas da empresa", diz.

O responsável pela MIA aponta que os CSCs têm investido cada vez mais na otimização de suas operações e processos por meio da tecnologia; esta é uma tendência que deve se intensificar nos próximos anos. "O objetivo é liberar capacidade operacional para que o CSC possa agregar processos de maior valor estratégico ao negócio", afirma.

Embora 49% dos CSCs não realizem medição formal do impacto do modelo de trabalho, entre as organizações que acompanham o indicador, predomina a percepção de manutenção da produtividade, apontada por 33%, com registros de melhora em 17% dos casos e praticamente nenhuma indicação de queda, mencionada por 1%, sinalizando que o formato híbrido vem sendo incorporado sem prejuízo à eficiência operacional.

Para mais informações, basta acessar: ieg.com.br/

DINO