Tratamento da rosácea ocular avança com uso de tecnologia

Tratamento da rosácea ocular avança com uso de tecnologia

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), noticiados pela IstoÉ, a rosácea acomete cerca de 1,5% a 10% da população. Embora seja frequentemente associada à vermelhidão persistente na face, a rosácea é uma condição inflamatória crônica que pode se manifestar de formas mais amplas do que muitos imaginam. Além das alterações cutâneas, a doença também pode afetar outras regiões do corpo, como os olhos, quadro conhecido como rosácea ocular.

O médico oftalmologista Dr. Guy Romaguera Canto explica que a condição afeta as pálpebras, a superfície ocular e, principalmente, as Glândulas de Meibômio, responsáveis pela qualidade da lágrima.

Segundo ele, enquanto a rosácea cutânea se manifesta com vermelhidão, vasos aparentes e, em alguns casos, lesões acneiformes na pele da face, a rosácea ocular impacta diretamente a saúde dos olhos, muitas vezes de forma silenciosa ou subdiagnosticada. "É comum que ambas coexistam, mas nem sempre aparecem juntas, o que dificulta o diagnóstico precoce", acrescenta.

Entre os principais sintomas da doença estão a sensação de areia ou corpo estranho nos olhos, ardência e queimação, vermelhidão ocular persistente, olhos secos ou lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz, visão oscilante ao longo do dia e episódios recorrentes de terçol ou blefarite. "Muitos pacientes convivem com esses sintomas por anos sem saber que a causa é inflamatória e tratável", alerta.

Sintomas e diagnóstico ainda são um desafiador

O tratamento, segundo o oftalmologista, é multifatorial e deve ser individualizado. De acordo com ele, as abordagens mais utilizadas incluem:

  • Higiene palpebral adequada;
  • Lágrimas artificiais específicas para olho seco evaporativo;
  • Antibióticos orais ou tópicos (como as tetraciclinas, em casos selecionados);
  • Anti-inflamatórios oculares;
  • Tratamentos para disfunção das Glândulas de Meibômio.

Além das intervenções mais tradicionais, o Dr. Guy Romaguera Canto afirma que, nos últimos anos, terapias baseadas em tecnologia, como a luz pulsada intensa (IPL), têm ganhado destaque por atuarem diretamente na causa do problema.

Segundo ele, o IPL emite feixes de luz que são absorvidos pelos vasos sanguíneos dilatados da região periocular, reduzindo a inflamação crônica característica da rosácea. Além disso, o tratamento melhora a função das Glândulas de Meibômio, tornando a lágrima mais estável e diminuindo a evaporação, um dos principais mecanismos do olho seco associado à rosácea. "É um procedimento não invasivo, realizado em consultório, com rápida recuperação e excelente perfil de segurança quando bem indicado", ressalta.

Avanços tecnológicos no tratamento da rosácea ocular

Entre os principais benefícios da luz pulsada em comparação com outros métodos, o profissional destaca a melhora da qualidade da lágrima, a diminuição da dependência de colírios, um efeito mais duradouro, uma abordagem menos dependente de medicações contínuas e a redução significativa da inflamação crônica.

"A grande diferença da luz pulsada está no fato de tratar não apenas os sintomas, mas a base inflamatória da doença. Enquanto muitos tratamentos tradicionais controlam temporariamente os sintomas, a luz pulsada atua de forma mais estrutural na doença", observa.

O Dr. Guy Romaguera Canto reforça que o impacto do tratamento com luz pulsada costuma ser muito expressivo. De acordo com ele, pacientes com rosácea ocular frequentemente enfrentam desconforto constante, dificuldade para trabalhar em frente a telas, intolerância ao ar-condicionado e até prejuízos em atividades como leitura e direção.

Ainda segundo o oftalmologista, ao controlar a inflamação e estabilizar a superfície ocular, o tratamento possibilita maior conforto no dia a dia, redução da irritação ocular, melhora da performance visual, retorno às atividades com mais qualidade e a sensação de ter "olhos saudáveis" novamente.

"Não é apenas uma melhora clínica — é uma mudança real na qualidade de vida", conclui.

Para mais informações, basta acessar o site do Dr. Guy Romaguera Canto: https://guycanto.com.br/

DINO