Cinco perfis de consumo que devem orientar as estratégias das marcas em 2026
Cinco perfis de consumo que devem orientar as estratégias das marcas em 2026
Especialista aponta como mudanças econômicas, digitalização e busca por propósito estão redefinindo a jornada de compra e exigindo novas respostas das marcas
Mudanças econômicas, avanço tecnológico e maior consciência social vêm redesenhando o comportamento do consumidor. Para o especialista em marketing e estratégia de negócios, Frederico Burlamaqui, mais do que tendências isoladas, o mercado já pode identificar cinco perfis predominantes que devem orientar as decisões estratégicas das marcas em 2026.
O primeiro é o Consumidor Equilibrista, moldado pelo cenário econômico recente. Ele pesquisa preços, compara marcas e equilibra desejo e orçamento. Reduz gastos considerados supérfluos, mas investe quando percebe ganho concreto de qualidade de vida. “Esse consumidor responde melhor a dados do que a promessas. Mostrar economia ao longo do tempo e benefícios reais é mais eficiente do que apelos emocionais genéricos”, explica o especialista.
Outro grupo relevante é o Consumidor Bem-Estar, que prioriza saúde física, mental e emocional. Busca marcas coerentes, com discurso responsável e entrega consistente. “Não basta associar a marca ao bem-estar; é preciso integrar essa proposta ao produto, à experiência e ao pós-venda”, afirma.
Já o Consumidor Hiperconectado transita entre canais, consulta avaliações, acompanha influenciadores e espera respostas rápidas. A jornada é fragmentada e marcada por múltiplos micro-momentos de decisão. Estratégias mobile first, integração omnichannel e personalização ética deixam de ser diferencial e passam a ser requisito básico.
O Consumidor Local e Sustentável valoriza origem, impacto socioambiental e transparência. Rejeita discursos vazios e exige comprovação por meio de dados, certificações e rastreabilidade. Sustentabilidade, nesse contexto, deixa de ser posicionamento aspiracional e se torna critério de escolha.
Por fim, o Consumidor Experiencial busca pertencimento e conexão. Valoriza marcas que constroem narrativas consistentes, promovem comunidades e criam experiências memoráveis, tanto físicas quanto digitais. “Experiência não é apenas ambientação ou campanha criativa. É a coerência entre promessa e entrega ao longo do tempo”, reforça Burlamaqui.
Para o especialista, compreender esses perfis é fundamental para a competitividade. “O consumidor atual não compara apenas preços, mas relevância. Marcas que conseguem entregar valor funcional, emocional e simbólico de forma consistente constroem vantagem estratégica sustentável”, conclui.
