Cinco tendências de marketing indicam estratégias para 2026

Cinco tendências de marketing indicam estratégias para 2026

A análise de tendências tem assumido papel central nas estratégias de marketing em um cenário marcado por transformações tecnológicas, mudanças no comportamento do consumidor e novos modelos de interação digital. A ampliação do uso de inteligência artificial, a consolidação de plataformas conversacionais e a fragmentação das jornadas de compra vêm alterando a lógica de planejamento e execução das campanhas. Nesse contexto, decisões baseadas exclusivamente em dados históricos tendem a perder eficácia, abrindo espaço para abordagens orientadas por sinais emergentes e projeções de médio e longo prazo.

Relatórios recentes de consultorias e grupos internacionais de pesquisa indicam que o marketing passa por uma fase de reconfiguração estrutural, na qual tecnologia, experiência do usuário e construção de valor simbólico se entrelaçam de forma mais intensa. A necessidade de integrar análise preditiva, novas interfaces digitais e dinâmicas colaborativas impõe às organizações o desafio de acompanhar movimentos globais e adaptar estratégias com maior agilidade. É nesse ambiente que se destacam cinco tendências apontadas por estudos setoriais como relevantes para orientar decisões em 2026:

  1. Hiperpersonalização impulsionada por inteligência artificial
    De acordo com estudos da Adobe, a personalização tende a evoluir para modelos preditivos e contextuais. A expectativa é que sites, aplicativos e campanhas se adaptem em tempo real ao comportamento do usuário, antecipando necessidades e entregando conteúdos e ofertas sob medida, com base em dados e aprendizado de máquina.
  2. Consolidação da IA conversacional como interface principal
    Relatórios da Adobe e da Emplifi indicam que assistentes virtuais e agentes conversacionais devem se tornar a principal interface entre marcas e consumidores. Essas soluções tendem a concentrar funções como atendimento, comparação de produtos, recomendação e suporte contínuo, reduzindo a dependência de navegação tradicional em plataformas digitais.
  3. Generative Engine Optimization como evolução do SEO
    Com a expansão dos grandes modelos de linguagem, a visibilidade das marcas passa a depender também de ambientes generativos. A Kantar aponta o Generative Engine Optimization (GEO) como uma resposta a esse cenário, no qual marcas precisam ser compreendidas, confiáveis e relevantes tanto para pessoas quanto para sistemas algorítmicos baseados em IA.
  4. Avanço das experiências imersivas no ambiente “phygital”
    Estudos da WPP Media e da Havas Red indicam que a integração entre físico e digital deve se intensificar. Tecnologias como realidade aumentada, eventos híbridos e experiências interativas tendem a ampliar o envolvimento do público, exigindo narrativas que permitam participação ativa e contínua.
  5. Maturidade da Creator Economy e da cocriação
    Pesquisas da Havas Red e da ACTIVATE mostram que a Creator Economy avança para modelos mais estruturados, baseados em parcerias de longo prazo. A tendência aponta para processos de cocriação entre marcas, criadores e comunidades, com maior valorização da autenticidade e da conexão direta em detrimento do alcance massivo.

O acompanhamento sistemático dessas tendências tem levado organizações a buscar fontes estruturadas de informação e análise. Plataformas que reúnem relatórios globais de diferentes setores, como o Trends Platform 2026, iniciativa da Hyper Island, têm sido utilizadas como apoio à leitura de sinais e ao embasamento de decisões estratégicas em marketing.

DINO