Hospital Veterinário alerta para importância da quarentena em animais resgatados
O resgate de um animal em situação de rua é um gesto de compaixão, mas deve ser acompanhado de cuidados técnicos para evitar um risco sanitário. O Hospital Veterinário Municipal de Curitiba (HVMC) emite um alerta crucial a protetores e para a população: a quarentena é obrigatória antes de qualquer contato com um novo ambiente e com os Pets que irá conviver. O objetivo é conter a disseminação de doenças graves e muitas vezes fatais.
A principal preocupação das autoridades veterinárias reside na potencial disseminação de doenças altamente contagiosas. Muitos animais resgatados, embora aparentemente saudáveis, podem estar em período de incubação de patologias que colocam em risco a saúde dos animais que já vivem no lar.
O contato imediato deve ser evitado, conforme ressalta Rafael Binder, Diretor Clínico do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba. “É fundamental orientar a população sobre a necessidade da quarentena após o resgate. Temos registrado um aumento significativo de casos de parvovirose e cinomose em nossa rotina. A mistura imediata de animais, sem a devida avaliação de doenças transmissíveis, é um risco que não podemos correr”.
A prática da quarentena é um pilar do protocolo de guarda responsável. Ao isolar o animal resgatado por um período determinado, o responsável garante que os sintomas de doenças como a parvovirose e a cinomose, que podem ser fatais, não se espalhem. Este cuidado é uma ferramenta vital para diminuir os danos causados pelo abandono e evitar o sofrimento animal.
Além do isolamento, o hospital reforça que a vacinação preventiva e a castração gratuita de cães e gatos, assim como o acompanhamento médico veterinário são passos indispensáveis após o resgate. Vale lembrar que o Paraná conta com o projeto Castra+Parana2, viabilizado pelo trabalho do deputado Delegado Matheus Laiola, que atua diretamente no suporte a esses casos.
Thayane Cristine Santos Vieira, responsável técnica pelo Hospital Veterinário Municipal de Curitiba, reforça a necessidade de vigilância e colaboração. “O primeiro Hospital Veterinário da capital é uma conquista para a Saúde Pública. Mas precisamos que a população colabore ativamente. Adotar ou resgatar exige o comprometimento em garantir a segurança sanitária de todos os envolvidos. Não misture os animais sem a devida avaliação clínica, finaliza”.
