Carne suína malpassada pode ser consumida com segurança

Carne suína malpassada pode ser consumida com segurança

Consumidores de carne suína podem saborear cortes mal passados ou até mesmo crus, como em pratos tradicionais da culinária espanhola e portuguesa, com muito menos receio da cisticercose, devido aos avanços na produção e inspeção sanitária no Brasil. Uma monografia científica detalha que a cisticercose humana não é transmitida pela carne suína, mas sim pela ingestão acidental de ovos de Taenia solium presentes em água ou alimentos contaminados por fezes humanas, em condições precárias de higiene, principalmente verduras.

O CEO do O Cortês, Rodrigo Torres, explica que suínos de granjas como a dele são criados em sistemas confinados, com ração balanceada à base de milho e soja, impossibilitando a contaminação por ovos humanos, e passam por rigorosa inspeção com selos do Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ou do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI), que atestam o cumprimento das normas de segurança alimentar.

De acordo com Ricardo Abreu, CEO da empresa de consultoria Rima, em 2025, foram registrados apenas 13 casos de cisticercose em suínos em todo o Brasil, contra 7.808 em bovinos — ou seja, bovinos representam 99,83% dos casos, enquanto suínos respondem por apenas 0,17%. Essa baixa incidência resulta da biosseguridade em granjas tecnificadas, com controle veterinário e ausência de contato com dejetos humanos, eliminando o risco de hospedeiro intermediário infectado.

No Brasil, o consumo per capita de carne suína atingiu 18 kg em 2025, com crescimento de 20% desde 2015, graças à redução de gordura (35%), colesterol (15%) e calorias (20%), tornando-a uma proteína nutritiva e versátil.

Tradição Ibérica

Restaurantes como a Casa do Porco, em São Paulo, buscam provar que o prazer gastronômico pode vir sem medos infundados. A Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) também publica cartilhas sobre verminoses, reforçando que carne inspecionada é segura.

"Em O Cortês, investimos em genética superior, manejo ético e certificações internacionais para entregar carne suína de qualidade impecável, livre de riscos parasitários. Nossos clientes em todo o Brasil podem confiar em cortes mal passados para tábuas ou grelhados rápidos, sem preocupações", afirma Rodrigo Torres.

Especialistas como Wladimir Queiroz, do Instituto Emílio Ribas, endossam: "A carne suína não transmite cisticercose; o mito persiste por desinformação, mas granjas certificadas garantem segurança total". Assim, a combinação de práticas de manejo avançado, controle sanitário rigoroso e monitoramento epidemiológico sustenta a segurança do consumo de carne suína malpassada no Brasil.

DINO