Férias em casa ou colônia de férias: como decidir a melhor opção para as crianças
Especialista afirma que escolha deve equilibrar descanso, estímulos e bem-estar emocional, respeitando perfil e rotina de cada família durante recesso escolar
Com a chegada das férias escolares, famílias voltam a enfrentar uma decisão recorrente: manter as crianças em casa, com uma rotina mais livre, ou optar por colônias de férias, que oferecem atividades estruturadas durante o recesso. A escolha vai além da logística familiar e envolve aspectos importantes do desenvolvimento infantil, como descanso, socialização e saúde emocional.
Descansar também é aprender
De acordo com a professora Fátima Chueire Hollanda, assessora pedagógica do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe/PR), as férias cumprem um papel essencial no processo educacional. “O tempo de pausa é fundamental para que a criança se recupere da intensidade do ano letivo, reorganize emoções e consolide o aprendizado. O descanso também faz parte do desenvolvimento”, explica. A Sociedade Brasileira de Pediatria destaca que os períodos de lazer e convivência familiar são importantes para a saúde mental das crianças, especialmente quando envolvem brincadeiras livres e redução do estresse.
No entanto, a especialista alerta para um ponto de atenção cada vez mais presente nas férias em casa: o aumento do tempo de tela. Durante o recesso escolar, crianças tendem a passar mais tempo em atividades sedentárias, o que pode impactar no sono, no humor e na concentração. “Ficar em casa não significa ausência de rotina. É importante que as famílias proponham atividades simples, como leitura, jogos, momentos ao ar livre e tarefas criativas”, orienta.
Socialização e movimento
Para as famílias que buscam manter a rotina estruturada, ou não têm a possibilidade de ficar em casa nesse período, as colônias de férias surgem como alternativa. Os pais que optam pela modalidade podem sentir nos filhos os efeitos de benefícios como o estímulo de atividades e recreação, redução do comportamento sedentário e fortalecimento de habilidades socioemocionais, como cooperação, autonomia e convivência em grupo. Isso se deve pelo fato de que ambientes organizados e acompanhados por profissionais tendem a estimular experiências coletivas e o contato com novas linguagens, como esporte, arte e ciência.
Segundo a assessora pedagógica do Sinepe/PR, a escolha pela colônia deve considerar a qualidade da proposta e o perfil da criança. “Para muitas crianças, a colônia é um espaço rico de socialização e descobertas. Mas é essencial que a programação respeite a faixa etária, o ritmo individual e não reproduza uma lógica escolar rígida”, afirma. Para ela, não existe uma opção melhor que a outra. “O ideal é buscar equilíbrio e entender cada realidade, sem comparações e cobranças. Férias saudáveis são aquelas que combinam descanso, estímulos e prazer, independente de onde os pequenos estiverem”.
