China retira subsídios e energia solar terá aumento

A WEG, multinacional brasileira, fabricante de equipamentos eletroeletrônicos, encaminhou nota a seus parceiros comerciais anunciando atualizações sobre o mercado de módulos fotovoltaicos (placas solares) e BESS (baterias). A partir de 1º de abril de 2026, a China retirará subsídios de 9% e a energia solar tende a ter aumento no Brasil e outros mercados. O país, maior polo fabricante no segmento de energia solar, já havia anunciado corte em seus subsídios após prolongado período de preços artificialmente baixos.

Desde fevereiro de 2025, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), pertencente ao governo chinês, já havia mencionado a medida. Já que a China já havia alcançado a meta que tinha estipulado até 2030 em 2024 com o recorde de produção em instalações solares. Logo, 6 anos antes da meta estipulada. Em 2025, a China já contava com 887 GW em energia renovável, superando em seis vezes mais a capacidade dos Estados Unidos, segundo dados da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).

O governo chinês cita como fatores preponderantes a necessidade de correção estrutural do mercado. Além disso, excesso de capacidade produtiva no país e elevação nos custos de insumos (polissilício, prata e alumínio). Além das placas solares, as baterias sofrerão acréscimo de valor com a redução de 9% para 6% entre abril e dezembro, cancelando totalmente o subsídio a partir de janeiro de 2027.

Werner, Eggon e Geraldo fundaram a WEG em 1961, em Santa Catarina, a empresa cujo nome vem das iniciais de seus fundadores. Assim, como em automação industrial, geração, transmissão e distribuição de energia, além de tintas e vernizes, focando em sustentabilidade e energias renováveis. A empresa atua globalmente, possui filiais em 42 países e fábricas em 18. Possui, atualmente, quadro de colaboradores superior a 49.000 nos cinco continentes. Com a nota, assinada pelo Gerente de Vendas, Jonas dos Santos, a empresa afirma trazer a seus parceiros comerciais, a confirmação da medida pelo governo chinês. Assim, proporciona a todos, prazo para organização, estabilidade e sustentabilidade em seus negócios já a curto prazo.

EcoPower se organizou para este momento

Para Leandro Neves, diretor comercial do Grupo EcoPower Eficiência Energética, a empresa já vem se estruturando categoricamente para esse momento. A EcoPower é a maior parceira comercial da WEG no Brasil e a nota já era aguardada: 

"A EcoPower desde o momento que tomou conhecimento do aumento dos preços dos módulos na China, nos patamares dos anos de 2022, 2023 e 2024, por meio de conversas com a WEG, seu fornecedor exclusivo, adotou como ação procurar seus clientes e alertá-los do risco real de reajuste do CAPEX. O que não inviabilizaria o investimento no solar, mas aumentaria o tempo do Payback sobre o investimento. Passou a prestar uma assessoria não só de eficiência energética, mas também financeira e fiscal. Essa postura de alertar e assessorar seus clientes se dá pelo fato da EcoPower considerá-los como parceiros. Uma relação que vai muito além da venda, o que é um valor inegociável para nós, pois prezamos por relacionamentos duradouros", disse Leandro.

Ainda segundo Leandro, mesmo com o impacto no valor, a empresa está preparada para não desestimular os consumidores a adquirirem seus projetos de energia solar:

"A EcoPower visando mitigar os impactos do aumento dos preços, passou também a apresentar soluções financeiras e de crédito para os seus clientes. Por meio de contrato de Locação, Fidc, Cri, etc., atenuando o aumento do Capex, com redução no custo dos financiamentos, com taxas de juros competitivas e com ganhos tributários, além da redução no custo da energia. Além dessa redução, a EcoPower vem evoluindo na sua operação otimizando os custos com logística e instalação, repassando essas reduções no preço para a seus clientes. Outra ação que irá colaborar para não desestimular os consumidores com os aumentos dos preços do Capex", concluiu o diretor comercial.

DINO